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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

24 de Dezembro de 1910

Era dia 24 de Dezembro de 1910 quando descobri verdadeiramente o que era o Natal. Estava uma noite bela, com uma iluminação cintilante das estrelas, um luar de invejar o Sol. As casas na minha aldeia estavam cobertas de neve, os animais dentro das tocas e um frio de rachar.


Enquanto lá fora estava um tempo gelado, dentro de minha casa havia um ambiente quente proveniente das chamas da lareira e agradável porque ouvia os meus avôs a contarem as suas histórias, durante o jantar.
Como era habitual, o jantar era bacalhau com uma ou duas batatas cozidas, e porque durante a semana tinha sobrado pão, a minha mãe fez umas rabanadas deliciosas.
Durante a semana eu e o meu pai andámos pela bouça à procura de um pinheiro em condições para pôr no quintal à frente da porta da minha casa e também para decorá-lo com as peças de barro em forma de anjo que a minha tia fez. O presépio era feito com peças caseiras, o rio era da prata dos chocolates, o menino Jesus, o José, a Maria e os três reis magos também eram de barro e a manjedoura era feita pelo meu avô, com a madeira que reutilizava.
Depois da ceia, à luz das velas, à volta da lareira, a minha família reuniu – se para abrirmos as prendas embrulhadas em papel pardo. Eu, dos meus pais recebi um carro em madeira, dos meu avôs três chocolates e da minha tia um pijama de lã muito quentinho.
Ficámos a conversar e, pouco tempo depois, fui para a cama.
No dia seguinte eu fui o primeiro a acordar, fui de imediato a correr para a rua sentir o gelo da neve que cobria a minha aldeia.
Naqueles tempos, o Natal era muito diferente do Natal actual, onde nós temos tudo o que queremos.
Isto foi uma recordação magnífica dos meus tempos de criança. Agora, meninos, vão para a cama e um Feliz Natal!



Composição escrita por: Catarina Barbosa nº 14 e Maria Catarino nº15 do 8ºA.

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